
Certa vez, uma tribo indígena recebeu uma alegre notícia: um lindo menino tinha nascido. Ele era filho do pajé e protegido de Tupã.
Um dia o menino brincava na floresta. Ele subiu em uma árvore para pegar frutos. O gênio do mau se transformou em uma enorme serpente e assustou o menino que caiu da árvore e morreu.
Os índio enterraram o menino em uma cova bem funda.
Depois de algum tempo começou a nascer uma planta diferente no lugar onde o menino estava enterrado. A planta cresceu e deu frutos. Do fruto dessa planta os índios prepararam uma bebida muito gostosa: o Guaraná.
Dizem que Jaci, a deusa da beleza, protegia Cereçaporanga, uma índia belíssima que protegia as pessoas dando-lhes vida longa e formosura.
Mesmo sendo adorada pela sua tribo, Cereçaporanga um belo dia apaixonou-se por um jovem de uma tribo inimiga e com ele fugiu.
Houve uma grande perseguição por parte dos guerreiros na tentativa de convencê-la a voltar. Sabedora dessa perseguição, como toda mulher apaixonada, Cereçaporanga não hesitou: propôs ao seu amado um pacto de morte, pois sabia que caso fossem alcançados ele seria trucidado pelos guerreiros de sua tribo.
Chegando os guerreiros e vendo-a morta, ficaram tristíssimos e imploraram à deusa Jaci, que, em hipótese alguma permitisse que o espírito de Cereçaporanga o abandonasse.
Jaci, comovida, dos olhos da índia morta fez nascer uma planta cujas sementes lembram perfeitamente, quando amadurecidas, um par de olhos negríssimos. Essa semente tomada em chás e infusões ou trituradas dariam aos irmãos de Cereçaporanga uma grande vitalidade, sendo além de tudo um alimento energizante que os faria fortes em suas guerras e caçadas.
Essa árvore teria a beleza física da bela índia e sua vida mais longa que a vivida por ela.
